O nome vem do alemão e significa “música alta”.
Formada em Porto Alegre no outono de 2006, a Lautmusik é uma banda de pós-punk e shoegaze.
Estilo Musical e Influências
A sonoridade da banda é influenciada pelo pós-punk dos anos 80 e pelo guitar rock e shoegaze dos anos 90. Entre as principais referências estão Echo & The Bunnymen, Joy Division, The Cure, My Bloody Valentine e Cocteau Twins.
Apesar dessas influências, a banda não se prende a um único gênero, buscando refletir o gosto musical diversificado de seus integrantes. As letras são cantadas em inglês e alemão.
Formações e Integrantes
A formação da banda mudou ao longo dos anos. Os integrantes atuais são:
- Alessandra Lehmen (voz e sintetizadores)
- Murilo Biff (guitarra)
- Guilherme Nunes (baixo)
- Pedro Rheinheimer (bateria)
A formação original também contava com Cássio Forti (guitarra), que faleceu em 2020 e a quem o último álbum é dedicado, e Richard La Rosa (guitarra).
Discografia
A banda tem uma discografia construída com calma, com alguns anos de intervalo entre os lançamentos:
- EPs:
“Black Clouds with Silver Linings” (2007)
“A Week of Mondays” (2008)
Álbuns de estúdio:
“Lost in the Tropics” (2011) – Primeiro álbum, produzido por Eduardo Suwa.
“Juniper” (2015) – Segundo álbum.
“Broken Bones” (2024) – Terceiro e mais recente álbum, lançado em 16 de agosto.
Momentos de Destaque na Carreira
A trajetória da banda inclui alguns feitos notáveis:
Em 2011, o álbum “Lost in the Tropics” foi incluído na lista dos 10 melhores do ano pelo extinto site Trama Virtual.
O clipe da música “Mai” chegou a ser exibido na MTV Brasil, Canal Brasil e PlayTV.
Em 2012, abriram shows de bandas internacionais como Radio Dept e A Place to Bury Strangers.
Em 2013, foram escolhidos pessoalmente por Robert Smith para abrir o show do The Cure na Arena Anhembi, em São Paulo.
Atualmente (2026)
Após quase 10 anos sem lançar um álbum, a banda retornou em 2024 com “Broken Bones”. O processo de gravação foi longo e enfrentou desafios como a pandemia, a distância entre os membros (que hoje vivem em diferentes estados) e a enchente histórica que atingiu Porto Alegre.
Produção e Gravação
O processo de criação de “Juniper” foi longo e levou cerca de quatro anos para ser finalizado. As gravações ocorreram em etapas:
Em 2013, a vocalista Alessandra Lehmen gravou suas partes antes de se mudar para o exterior para estudar.
Enquanto isso, os instrumentos foram gravados pelos demais integrantes da época: Cassio Forti (guitarra), Guilherme Nunes (baixo), Murilo Biff (guitarra) e Rodrigo Prati (bateria).
A produção ficou a cargo de Eduardo Suwa e da própria banda.
O trabalho só foi finalizado em julho de 2015, quando Alessandra já havia retornado ao Brasil.
O álbum foi lançado pelo selo Midsummer Madness.
Lista de Faixas
O disco conta com 10 faixas e tem uma duração total de aproximadamente 38 minutos. A lista completa é:
- The Purples and the Greens (3:57)
- Die Muse (3:01)
- Grand Rapids (3:29)
- Lake Eerie (3:46)
- Stargazer (3:52)
- The Harbor (3:18)
- Budapest (3:10)
- War (3:41)
- Persuasion (4:33)
- Wallflower (5:31)
Todas as letras são de autoria de Alessandra Lehmen, e as músicas foram compostas em conjunto pela banda.
Estilo Musical
O som da Lautmusik em “Juniper” mantém a essência que define a banda: uma mistura de post-punk dos anos 80 com guitar rock e shoegaze dos anos 90. A sonoridade é descrita como explosiva e crua, transitando entre o Indie Rock e o Alternative Rock, sempre com a ambição de refletir os diversos gostos musicais e experiências de vida dos integrantes.
Destaques e Recepção
O álbum foi muito bem recebido pela crítica especializada:
Videoclipes: A faixa de abertura, “The Purples and the Greens”, ganhou um videoclipe, assim como a quinta faixa, “Stargazer”, que recebeu um clipe em animação 2D.
Reconhecimento: Em dezembro de 2015, “Juniper” foi eleito o melhor álbum nacional do ano pelo blog “The Blog That Celebrates Itself”.
“Juniper” solidificou a posição da Lautmusik como uma das bandas mais importantes da cena alternativa independente do Brasil.